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1 out 2018, 22h30

O Rádio na era Spotify

O Rádio sobreviveu da fita, CD e Ipod. Na era do Spotify é mais popular do que nunca.

Pense em qualquer filme teen dos anos 1980 ou 1990, e há uma boa chance de você se lembrar de uma cena de personagens descansando em um carro, cantando ao som de um painel de rádio. Se não estiver dirigindo, eles estão ouvindo rádio enquanto estão sentados em torno de uma mesa de café da manhã, ou fazendo lição de casa, ou reunindo-se em festas de amigos, aqueles confiáveis ​​AM / FM acenam para sempre cantando em segundo plano.

Ouvir música hoje em dia parece diferente. As pessoas não precisam de um DJ que gere novas faixas para que elas saiam para comprar em uma loja de discos; eles escolhem suas próprias músicas em serviços de streaming digital como o Spotify. De acordo com todos, de Jay-Z a governos nacionais inteiros, o reinado da rádio acabou.

Mas por que a escuridão? O rádio está realmente mais vivo do que nunca.

O rádio continua na liderança no modo como os norte-americanos descobrem novas músicas (veja o quadro acima). Apesar de o levantamento ser de 2017, isso pouco mudou atualmente segundo pesquisas mais recentes realizadas no Brasil e também em outros países, mostrando a relevância que a música possui no meio rádio.

A Nielsen, empresa de análise de dados que monitora o consumo de entretenimento nos Estados Unidos, revela em seu relatório anual Music 360 que a rádio ainda é a principal forma de as pessoas descobrirem novas músicas. Além disso, os relatórios de pesquisa de audiência em grande escala do grupo mostram que a porcentagem de americanos com 12 anos ou mais ouvindo rádio transmitido semanalmente permaneceu relativamente estável de 1970 até hoje.

Vida longa ao rei “Radio” realmente se refere a duas coisas: Rádio terrestre: estações AM / FM em transmissão local ou nacional. Rádio da Internet: estações digitais sem limitações físicas (por exemplo, Spotify). Embora a última possa parecer mais atraente para os mais jovens – afinal, a geração do milênio cresceu acostumada à acessibilidade ilimitada, na verdade, é a primeira opção que conquista o coração da maioria dos americanos.

O antigo rádio AM / FM continua sendo o maior meio de alcance de massa nos EUA, com mais de 90% dos consumidores ouvindo semanalmente. Essa porcentagem permaneceu forte mesmo diante do crescimento explosivo da transmissão de músicas; foi de 96% em 2001, de acordo com os relatórios anuais da Nielsen.

Mas, considerando que Spotify, Apple Music, etc, fornecer um buffet inteiro de dezenas de milhares de músicas, por que aderir a um formato antigo enferrujado que oferece muito menos? “Para muitas pessoas, a disponibilidade de tanta música levou ao que alguns acadêmicos e analistas chamam de tirania de escolha”, explica Larry Miller, diretor do programa de negócios musicais da Steinhardt School da New York University. “Você é confrontado com toda a música do mundo, mas o que diabos você deveria ouvir? Alguém me diz! O que é bom?” A maioria das pessoas simplesmente não se importa tanto assim; eles querem que a música seja uma experiência passiva, algo para se ter ao fundo enquanto eles cozinham, limpam e continuam suas vidas. Oprimido por opções, eles prefeririam sentar e ter outra pessoa – um DJ, uma lista de hits baseada em gráficos, qualquer autoridade confiável – assumir o controle. É por isso que os serviços de streaming estão cada vez mais parecidos com o rádio.

Recentemente uma pesquisa na Nielsen apontou que o rádio é determinante para a tomada de decisões em relação ao consumo de tendências comportamentais por parte da população e também o fato da audiência de rádio estar mais próxima do “ponto de compra” na comparação com o público presente em outro formato de mídia, o que mantém o veículo competitivo no cenário comercial.

O alcance segue em alta, seja nos Estados Unidos e também em outros países, como no Brasil. Lá a Nielsen aponta que o rádio atinge a marca de 93%, liderando entre todas as plataformas de mídia no início de 2018. Isso resulta em um alcance semanal do rádio de 228,5 milhões, o que é bem superior a 67,6 milhões de streaming, 25,9 milhões de rádio por satélite (mídia comum nos Estados Unidos, que não tem relação ao rádio FM/AM) e a 20,7 milhões dos podcasts.

No Brasil, segundo levantamento do Kantar Ibope Media, 91,9% dos brasileiros ouvem Rádio. E 93% dos ouvintes de Rádio preferem ouvir música pelo meio no país. Essa tendência também apareceu na última enquete realizada pelo tudoradio.com, onde 89% dos participantes tem o rádio como fonte para consumo de música.

Um futuro promissor no passado. Dada a profusão de escolhas de ouvir música hoje, estamos vendo uma evolução na ideia de rádio, ou seja, conteúdo passivo com curadoria, exibido em outras plataformas. Curadoria, criação de gosto, personalização – seja o que for que você queira chamar o ato de alguém colocar músicas na sua frente, a música equivalente a sentar e pedir recomendações do chef sem se dar ao trabalho de olhar para o cardápio – é o futuro da música. É a peça central de uma música, em casas particulares de pessoas, em espaços públicos, em reuniões sociais. E se você perguntar a alguém da geração mais velha que gosta de ondas de rádio: isso também é exatamente o que sempre foi.

Eduardo Lucas Tomazini, diretor da POP FM, destacou: “Se depender de nós, o Rádio nunca morrerá”. “Com certeza você já ouviu alguém falando que o rádio vai acabar. Pois nunca acredite nisso! O mercado de comunicação em que atuamos é muito forte e resistiu ao tempo, a crises e se juntou à tecnologia para se tornar ainda mais forte! Mas não pare no tempo, assim como em todos os segmentos e negócios, é preciso estar antenado com as tendências e novidades do mercado, com essa filosofia, desenvolvemos todos os dias todo o nosso potencial para melhorar cada dia mais a rádio que é tudo de bom em Piracicaba e região! POP FM 89,7”.